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Cortina de Fumaça

Educação Nota Zero em Transparência

Imagem: IA

Na terra onde promessa de campanha evapora mais rápido que discurso pós-eleição, o 14º salário dos professores virou lenda urbana. Sumiu. Escafedeu-se. Ficou só no gogó.

Enquanto isso, dezenas de professores temporários seguem esperando o FGTS — aquele mesmo que o decreto municipal prometeu destravar administrativamente. Decreto houve. Protocolo houve. O que não houve foi resposta. Mais de três meses de silêncio oficial. A cortina de fumaça tem sido mais eficiente do que a política educacional.

O STF já reconheceu: temporários também têm direito ao FGTS dos últimos cinco anos. Mas, por aqui, direito parece depender de conveniência. Quando é para criar penduricalho no alto escalão, a criatividade é instantânea. Quando é para pagar professor, o sistema “está em análise”.

A educação faz milagre. O planejamento virou ato de resistência.
E a gestão? Especialista em decreto que anuncia — e silêncio que confirma.