Reinaldo Azambuja defende respeito às diferentes realidades dos municípios na definição de investimentos
Pré-candidato ao Senado afirma que políticas públicas e emendas parlamentares devem considerar as necessidades específicas de cada cidade para garantir maior eficiência na aplicação dos recursos
| Costa Rica em FocoO pré-candidato ao Senado Reinaldo Azambuja afirmou, durante entrevista concedida nesta semana no interior de Mato Grosso do Sul, que os investimentos públicos devem respeitar as particularidades de cada município. Segundo ele, não existe uma solução única capaz de atender às demandas de todas as cidades.
"Alguns municípios precisam de infraestrutura, outros de atendimento à saúde e outros ainda de oportunidades para geração de emprego e renda. Não existe solução única que sirva para todos", afirmou.
De acordo com Reinaldo, esse princípio deve orientar tanto a destinação de emendas parlamentares quanto a formulação de políticas públicas pelos governos. Para ele, conhecer a realidade de cada região é essencial para que os recursos públicos sejam aplicados de forma eficiente. "Somente conhecendo de perto a realidade de cada município é possível investir onde realmente há necessidade. Caso contrário, o dinheiro público não chega a quem mais precisa", acrescentou.
Reinaldo destacou que essa foi uma das diretrizes adotadas durante seus dois mandatos como governador de Mato Grosso do Sul, por meio de um modelo de gestão baseado no fortalecimento do municipalismo. Segundo ele, as prioridades eram definidas a partir das demandas apresentadas pelas próprias prefeituras, respeitando as necessidades locais. Na avaliação do pré-candidato, esse modelo continua sendo adotado pelo Governo do Estado.
A defesa do fortalecimento dos municípios ocorre em um contexto de dificuldades fiscais enfrentadas pelas administrações municipais em todo o país. Levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM), realizado com 4.172 prefeituras — cerca de 75% dos municípios brasileiros —, aponta que aproximadamente 80% dos gestores consideram a crise financeira o principal desafio da administração pública local.
O estudo também mostra que 29% das prefeituras encerram o exercício com atraso no pagamento de fornecedores e que outras 31% precisam transferir despesas já assumidas para o exercício seguinte.
Segundo a CNM, a distribuição da arrecadação tributária nacional também contribui para esse cenário. Atualmente, 64% dos tributos arrecadados permanecem com a União, 22,5% são destinados aos Estados e 13,5% aos municípios, que concentram grande parte da prestação dos serviços públicos à população.
A pesquisa aponta ainda que, para dois em cada três municípios brasileiros, o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) representa a principal fonte de receita, evidenciando a dependência das administrações locais em relação às transferências federais.
Na avaliação de Reinaldo Azambuja, esse modelo reduz a autonomia das prefeituras para atender suas demandas prioritárias.
"As prefeituras conhecem suas necessidades, mas muitas vezes essas demandas não recebem a atenção necessária do Governo Federal. Além disso, os recursos disponibilizados são insuficientes para atender até mesmo às necessidades básicas dos municípios", afirmou. (Com informações Confederação Nacional de Municípios (CNM) – Diagnóstico Fiscal dos Municípios 2025/2026).