Polícia

Construtor deixa rastro de contradições em Costa Rica e passado como acusado de feminicídio em Minas Gerais vem à tona

Mineiro saiu de casa dizendo que iria à delegacia, nunca chegou ao local e acabou identificado pela Polícia Civil como fugitivo da Justiça

Imagem: IA

O desaparecimento do construtor Reginaldo Luiz de Souza, 45 anos, popularmente conhecido como “Mineiro”, teve uma reviravolta em Costa Rica/MS e passou a ser tratado como fuga da Justiça. O homem sumiu na noite de domingo (22), após sair de casa afirmando que iria até a Delegacia de Polícia Civil para registrar um boletim de ocorrência de furto em uma de suas obras, mas não retornou.

Diante da ausência, a esposa procurou a Polícia Civil na segunda-feira (23) e registrou boletim de ocorrência de desaparecimento. Mineiro vive no município há cerca de seis anos e, até então, o caso era tratado como possível desaparecimento.

No entanto, conforme explicou o delegado de Costa Rica, Jhonny Garcia Trindade Monteiro, as primeiras diligências já apontaram inconsistências. Os investigadores confirmaram que o construtor não esteve na delegacia em nenhum momento, apesar de ter saído de casa com essa justificativa.

O avanço das investigações trouxe um elemento determinante para a mudança de rumo do caso: havia contra ele um mandado de prisão em aberto há aproximadamente dois meses. Com isso, a hipótese de desaparecimento foi descartada, e a ocorrência passou a ser tratada como fuga deliberada.

A linha principal de apuração indica que, ao ser orientado pela Polícia Militar a comparecer à delegacia para ser ouvido, o construtor pode ter antecipado a possibilidade de prisão ao ter sua situação consultada, optando por fugir antes de qualquer abordagem formal.

Passado vem à tona
Com a repercussão do caso em Mato Grosso do Sul, voltou à atenção um episódio anterior envolvendo Mineiro, apontado como suspeito em um feminicídio ocorrido em Minas Gerais, prestes a completar dez anos.

O caso trata do desaparecimento de Cláudia Costa, de 34 anos, em Belo Horizonte, em novembro de 2016. Dias depois, um corpo feminino foi encontrado em Caraí, em estado avançado de decomposição, em circunstâncias que chocaram a região. Cerca de dois meses depois, exames de DNA confirmaram que o corpo era de Cláudia.

À época, as investigações indicaram que o crime poderia ter sido cometido por alguém próximo à vítima. Mineiro, então companheiro de Cláudia e com ligação à cidade onde o corpo foi localizado, passou a ser investigado.

O caso também ficou marcado pelo forte impacto familiar, especialmente no relato da filha da vítima, que participou das buscas e cobrou esclarecimentos, evidenciando a dor e as consequências da violência.


Investigação em andamento
Em Costa Rica, a Polícia Civil segue em diligências para localizar o construtor, agora considerado foragido. O caso evidencia uma mudança radical de perspectiva: de possível vítima de crime patrimonial a alvo de mandado de prisão, enquanto um passado marcado por suspeita de feminicídio ressurge e amplia a gravidade da situação.

Informações sobre o paradeiro de Reginaldo Luiz de Souza, “Mineiro”, podem ser repassadas de forma anônima às autoridades policiais pelo telefone (67) 3247-6500.