Política

Desenvolvimento, indústria e novas cadeias produtivas consolidam transformação econômica de Mato Grosso do Sul

Jaime Verruck destaca avanços na atração de investimentos, fortalecimento de fornecedores locais, expansão da citricultura e retomada de grandes projetos industriais

Mato Grosso do Sul vive uma das fases mais significativas de sua história econômica, marcada pela chegada de grandes empreendimentos, expansão industrial, diversificação da produção e geração de empregos. Para o economista e ex-secretário estadual de Desenvolvimento, Jaime Verruck, os resultados observados atualmente são consequência de uma estratégia construída ao longo dos últimos anos para fortalecer a competitividade do Estado e criar oportunidades para empresas e trabalhadores sul-mato-grossenses.

Durante encontro empresarial, que reuniu cerca de 60 empresários e contou com a presença do senador Nelsinho Trad e do deputado estadual Paulo Corrêa, Verruck destacou a importância da integração entre grandes investimentos e os pequenos negócios locais.

Segundo ele, uma das principais preocupações ao longo do processo de atração de empreendimentos foi garantir que empresas sul-mato-grossenses também participassem desse crescimento. Nesse contexto, o Programa Encadeamento Produtivo, desenvolvido em parceria entre o Governo do Estado e o Sebrae/MS, tornou-se uma ferramenta estratégica para aproximar fornecedores locais das grandes indústrias.

A iniciativa qualifica pequenas empresas para fornecer produtos, insumos e serviços aos empreendimentos instalados em Mato Grosso do Sul. Apenas em 2025, quatro projetos foram conduzidos pelo programa, beneficiando 158 empresas e 70 propriedades rurais. “Quando é dada a oportunidade, pequenas empresas locais se tornam fornecedoras de grandes empresas. Temos profissionais altamente qualificados e empreendedores competentes que já atendem outros estados e que também podem fornecer para grandes indústrias instaladas aqui”, afirmou.

Citricultura avança e diversifica a economia
Outro destaque apontado por Verruck é a rápida expansão da citricultura no Estado. Em apenas três anos, a área destinada ao cultivo de citros passou de 2,5 mil hectares para 36,5 mil hectares, consolidando uma nova cadeia produtiva em Mato Grosso do Sul.

O crescimento é atribuído a fatores como condições climáticas favoráveis, disponibilidade de áreas para expansão e uma legislação rigorosa voltada ao combate ao greening, doença considerada uma das maiores ameaças aos pomares citrícolas e que afeta importantes regiões produtoras do país.

Atualmente, a produção de citros já está presente em 44 municípios sul-mato-grossenses. “Mato Grosso do Sul tem vantagens competitivas para a produção de citros. O Estado vem demonstrando capacidade de consolidar novas cadeias produtivas globais, assim como ocorreu com a celulose, ampliando a diversificação econômica e a geração de empregos”, destacou.

Retomada da UFN3 abre novas perspectivas para Três Lagoas
A retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados (UFN3), em Três Lagoas/MS, também foi apontada como um dos projetos mais importantes para o futuro da economia sul-mato-grossense.

Após permanecer hibernada por quase uma década, a unidade começa a dar sinais concretos de reativação. Empresas contratadas para executar etapas da obra já iniciaram processos de contratação de trabalhadores, movimentando o mercado local.

De acordo com Verruck, a reativação da planta representa um avanço estratégico não apenas para o município, mas para todo o país. “A UFN3 terá capacidade para produzir cerca de 15% da ureia consumida atualmente pelo Brasil. Trata-se de um insumo fundamental para a agricultura nacional e que ajudará a reduzir a dependência de importações”, afirmou.

Quando estiver em operação, a unidade integrará o conjunto de quatro fábricas da Petrobras responsáveis por atender aproximadamente 35% da demanda nacional por fertilizantes nitrogenados.

Indústria gera mais empregos e amplia participação na economia
O crescimento industrial também aparece como um dos principais indicadores da transformação econômica do Estado. Dados do Observatório da Indústria mostram que o número de empregos formais no setor passou de 123.102 em 2015 para 171.716 em 2025.

No mesmo período, o número de empresas industriais aumentou de 6.123 para 8.462. Já o rendimento médio nominal dos trabalhadores praticamente dobrou, saindo de R$ 1.946 para R$ 3.330.

Para Verruck, os resultados refletem um conjunto de ações voltadas à atração de investimentos, qualificação profissional e fortalecimento do ambiente de negócios. “A indústria de Mato Grosso do Sul tem papel estratégico no desenvolvimento econômico. Ao longo dos últimos anos, o Estado criou condições para diversificar suas atividades produtivas, preparar mão de obra local e atrair importantes investimentos. Hoje colhemos os resultados desse trabalho por meio da geração de emprego, renda e oportunidades para a população”, concluiu. (Com informações Assessoria de Imprensa).