Mato Grosso do Sul alia inclusão social e geração de oportunidades para reduzir pobreza extrema
Programas integrados de assistência, educação e emprego impulsionam a autonomia de milhares de famílias no Estado
| Costa Rica em FocoMais do que garantir apoio imediato às famílias em situação de vulnerabilidade, Mato Grosso do Sul vem construindo uma política social voltada à emancipação e à independência financeira da população. Os resultados já aparecem nos indicadores: desde 2023, milhares de pessoas deixaram programas assistenciais após conquistarem melhores condições de vida, contribuindo para uma expressiva redução da extrema pobreza no Estado.
Entre essas histórias está a de Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos. Morador do bairro Parati, em Campo Grande, ele enfrentou dificuldades após perder o emprego e viu a renda familiar diminuir justamente quando precisava sustentar a esposa, quatro filhos e a sogra. O auxílio do programa Mais Social foi fundamental para atravessar aquele período de instabilidade.
Com o tempo, no entanto, vieram novas oportunidades. Marcos investiu em qualificação profissional, concluiu um curso de barbeiro, passou a trabalhar por conta própria e posteriormente conquistou uma vaga como vigilante em uma entidade sindical rural. Os filhos mais velhos também ingressaram no mercado de trabalho, fortalecendo a renda da família.
A nova realidade motivou uma decisão simbólica: abrir mão do benefício para que outras pessoas em situação de maior necessidade pudessem ser atendidas. O gesto reflete uma das premissas adotadas pelo governo estadual, que busca transformar a assistência social em instrumento de transição para a autonomia.
Desde o início da atual gestão, cerca de 27,6 mil sul-mato-grossenses deixaram o programa Mais Social após alcançarem estabilidade financeira. Paralelamente, os indicadores mostram uma redução de 40,7% na extrema pobreza em apenas dois anos, colocando Mato Grosso do Sul entre os estados com os menores índices do país.
Mais de 34 mil famílias superaram a insegurança alimentar, enquanto 44,6 mil pessoas saíram da condição de pobreza entre março de 2024 e março de 2026. Os números refletem uma estratégia que integra transferência de renda, qualificação profissional, permanência escolar e acesso ao emprego.
Iniciativas voltadas para mães solo, incentivos para o retorno aos estudos e programas como o MS Supera ampliam as possibilidades de ascensão social, permitindo que jovens e adultos permaneçam em cursos técnicos e no ensino superior.
O cenário econômico também contribui para esse avanço. Com taxa de desocupação de 2,4% — a segunda menor do Brasil e a mais baixa já registrada no Estado —, Mato Grosso do Sul reúne condições favoráveis para que o crescimento econômico seja acompanhado por inclusão e mobilidade social.
Para o governador Eduardo Riedel, o fortalecimento das políticas públicas passa pela criação de oportunidades que permitam às famílias construir seus próprios caminhos, conciliando proteção social com desenvolvimento humano e geração de renda.
A trajetória de Marcos representa uma transformação vivida por milhares de pessoas. Histórias que demonstram que, além do amparo nos momentos difíceis, o acesso ao trabalho, à educação e à qualificação pode abrir espaço para novos projetos de vida e perspectivas de futuro para as famílias sul-mato-grossenses.