Projeto de Paulo Corrêa quer dobrar validade de exames e aliviar custos no laço comprido em MS
Proposta amplia de 60 para 120 dias a validade dos testes sanitários exigidos para competições e busca reduzir burocracia para competidores e criadores
| Costa Rica em FocoComeçou a tramitar na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul o Projeto de Lei 70/2026, de autoria do deputado estadual Paulo Corrêa (PL), que propõe ampliar de 60 para 120 dias a validade dos exames de Anemia Infecciosa Equina (A.I.E.) e mormo exigidos para participação em provas de laço comprido, rodeios, cavalgadas e demais eventos com equídeos no Estado.
A proposta foi apresentada após solicitação do ex-presidente da Federação de Laço Comprido de Mato Grosso do Sul e atual presidente do Clube de Laço de Ponta Porã, Pompílio Júnior. O objetivo é adequar a legislação à realidade enfrentada pelos competidores, mantendo as exigências sanitárias e reduzindo custos operacionais ao longo da temporada de eventos.
Segundo Paulo Corrêa, atualmente cada competidor chega a desembolsar cerca de R$ 300 por animal para realização dos exames, que possuem validade de apenas 60 dias. Com a frequência das competições, muitos criadores precisam repetir os testes diversas vezes durante o ano.
“O laço comprido é uma tradição forte em Mato Grosso do Sul, que movimenta a economia dos municípios e faz parte da identidade do nosso povo. O que estamos propondo é mais equilíbrio: menos custos e menos burocracia para quem já cumpre todas as exigências sanitárias”, afirmou o parlamentar.
Autor da lei que reconheceu oficialmente o laço comprido como esporte regional sul-mato-grossense, Paulo Corrêa defende que a ampliação da validade dos exames não compromete o controle sanitário e ainda contribui para melhorar a organização das provas e o planejamento dos competidores.
“O objetivo é dar mais previsibilidade aos competidores, evitando a repetição constante de exames e custos sucessivos. Com 120 dias, mantemos o controle sanitário e facilitamos o planejamento dos criadores e atletas”, destacou.
Pelo texto do projeto, os exames continuam obrigatórios para trânsito e participação em eventos envolvendo equinos, asininos e muares, sob fiscalização da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (IAGRO). A proposta também mantém medidas rigorosas de defesa sanitária, como isolamento de animais positivos, possibilidade de contraprova laboratorial e atualização cadastral obrigatória junto ao órgão estadual.
O projeto prevê ainda dispensa dos exames para equídeos com menos de seis meses de idade, desde que acompanhados pelas mães com testes negativos, além de flexibilização para animais oriundos de zonas reconhecidamente livres de mormo.
Caso aprovado, o projeto poderá beneficiar centenas de competidores, criadores e organizadores de eventos tradicionalistas em Mato Grosso do Sul, setor que movimenta a economia local e preserva uma das manifestações culturais mais fortes do Estado.