Costa Rica é 2ª em dengue no Estado e registra alta incidência de chikungunya
Boletim epidemiológico publicado no último dia 10 de abril coloca município na 2ª posição em dengue e em nível elevado também para chikungunya
| Costa Rica em FocoO município de Costa Rica/MS figura entre os principais focos de dengue em Mato Grosso do Sul em 2026. Dados do boletim epidemiológico da Semana 13, publicado no último dia 10 de abril, indicam que a cidade ocupa a segunda posição no ranking estadual de incidência da doença, além de apresentar níveis elevados também para chikungunya, o que reforça o cenário de alerta na saúde pública local.
De acordo com o levantamento oficial, Costa Rica contabiliza 155 casos prováveis de dengue, com incidência de 595,3 casos por 100 mil habitantes, índice classificado como alto. O município aparece atrás apenas de Corumbá e à frente de cidades com população significativamente maior, o que evidencia a intensidade da transmissão local.
No caso da chikungunya, os dados apontam situação semelhante. O município soma 99 casos prováveis e registra incidência de 380,2 por 100 mil habitantes, também enquadrada como alta, ocupando a 13ª posição no Estado. A coexistência das duas doenças, transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, amplia o risco de agravamento do quadro epidemiológico.
O boletim considera dados inseridos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) até 4 de abril de 2026 e ressalta que as informações são parciais e podem sofrer alterações conforme atualização pelos municípios. Ainda assim, os indicadores já posicionam Costa Rica em patamar elevado de transmissão, acima do limite considerado seguro pelas autoridades sanitárias.
Em análises de curto prazo, que consideram a distribuição dos casos nas semanas anteriores, o município permanece com circulação ativa dos vírus, sem indicação de redução consistente nos registros. Esse comportamento é característico de cenários em que as medidas de controle vetorial não conseguem interromper a cadeia de transmissão.
A estratégia de vacinação contra a dengue, adotada no Estado para o público de 10 a 14 anos, apresenta cobertura elevada na primeira dose em Costa Rica, mas com queda na aplicação da segunda dose, que atinge cerca de 62% do público-alvo. A proteção incompleta compromete a efetividade da imunização em nível coletivo.
No contexto estadual, Mato Grosso do Sul já registra milhares de casos prováveis de chikungunya em 2026, além de óbitos confirmados em municípios como Dourados, o que demonstra o potencial de gravidade da doença e a necessidade de resposta coordenada.
O avanço simultâneo de dengue e chikungunya em Costa Rica indica fragilidades nas ações de prevenção e controle. Em situações classificadas como de alta incidência, protocolos sanitários recomendam intensificação de medidas como eliminação de criadouros, ampliação das visitas domiciliares, monitoramento de áreas críticas e campanhas contínuas de conscientização.
Com indicadores já consolidados em nível elevado, o cenário aponta para a necessidade de revisão e fortalecimento das estratégias adotadas no município, especialmente diante da persistência de condições ambientais favoráveis à proliferação do vetor.