Influenza avança no Brasil e reforça alerta para vacinação anual contra a gripe
Com aumento de casos e hospitalizações, especialistas destacam prevenção como principal forma de evitar quadros graves
| Costa Rica em FocoA Influenza continua em circulação no Brasil e no mundo, mantendo o alerta das autoridades de saúde para a importância da vacinação anual. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a gripe sazonal provoca cerca de 1 bilhão de casos por ano, com até 650 mil mortes por complicações respiratórias.
No país, o cenário também preocupa. Dados do sistema InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz, apontam que, em 2025, foram registrados aproximadamente 220 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Entre os casos com confirmação viral, cerca de 25% estavam relacionados à influenza A, uma das principais causas de quadros graves. No mesmo período, mais de 13 mil mortes por SRAG foram contabilizadas, sendo quase metade associada ao mesmo vírus.
Segundo a infectologista Sylvia Freire, do Sabin Diagnóstico e Saúde, os sintomas mais comuns incluem febre súbita, tosse, dor de cabeça, dores musculares, dor de garganta, coriza e mal-estar. Ela alerta que grupos mais vulneráveis — como idosos, crianças pequenas e pessoas com doenças crônicas — apresentam maior risco de complicações, como pneumonia e insuficiência respiratória.
O boletim mais recente da Fiocruz indica que os casos e internações por influenza A seguem em crescimento, principalmente nas regiões Centro-Sul e em parte do Nordeste, reforçando a necessidade de medidas preventivas.
Vacinação é principal estratégia
A vacinação contra a gripe é recomendada para todas as pessoas a partir de seis meses de idade. Crianças entre seis meses e oito anos que nunca foram vacinadas devem receber duas doses, com intervalo mínimo de quatro semanas. A partir dos nove anos, a imunização é feita com dose única anual.
A especialista explica que a vacina é produzida com vírus inativados, ou seja, incapazes de causar a doença. O objetivo é estimular o sistema imunológico a reconhecer o vírus e responder de forma mais rápida em caso de contato, reduzindo o risco de agravamento.
A composição do imunizante é atualizada todos os anos, acompanhando as mutações do vírus. Para 2026, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária definiu que as vacinas trivalentes devem conter cepas semelhantes às variações A (H1N1 e H3N2) e B (linhagem Victoria). Já as versões quadrivalentes incluem uma cepa adicional do vírus influenza B.
Na rede pública, o Programa Nacional de Imunizações oferece a vacina trivalente gratuitamente, conforme diretrizes do Ministério da Saúde. Já na rede privada, estão disponíveis versões trivalentes e quadrivalentes atualizadas, incluindo opções de alta dose voltadas ao público idoso.
Especialistas reforçam que a vacinação anual continua sendo a forma mais eficaz de prevenir complicações, reduzir internações e aliviar a pressão sobre os sistemas de saúde, especialmente em períodos de maior circulação do vírus. (Com informações Agência Fiocruz de Notícias e Profissionais do Texto).